transcript
Speaker 1:
[00:00] Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.
Speaker 2:
[00:08] Oi, gente, cheguei, cheguei para mais um Picolé de limão e hoje eu não estou sozinha, meu público. Quem está aqui comigo hoje é o Airbnb. Você, trabalhador ou trabalhadora brasileira que tem aí um feriado todinho para chamar de seu, você já se programou para aproveitar esse feriado? O dia do trabalhador está chegando e cai numa sexta-feira. Olha que coisa boa, amor. E essa é a oportunidade perfeita para você descansar e relaxar aí num feriado prolongado. Sabe quem te ajuda a encontrar uma acomodação bacana, numa cidade legal, para você viajar aí com a família, ou chamar os amigos, seu amorzinho, ou mesmo botar o pé na estrada sozinha? Bora? No Airbnb, você aproveita o seu feriado prolongado como deve ser, em uma acomodação com o seu gosto, com todas as comodidades que você precisa e um preço que você pode pagar. Tem lugar com piscina, quintal, churrasqueira, cozinha completa. Gente, tem de tudo. 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A empresa que Manuela trabalhava foi comprada por uma outra empresa e ali começaram a chegar pessoas novas. Entre essas pessoas, um cara que devia ter ali seus 31, Manuela ficou sabendo que ele era filho de um dos donos daquela empresa que tinha feito a fusão com a empresa dela, ou seja, um rapaz rico. Manuela achou o cara lindo. Ele era muito educado com todo mundo da empresa, falava com você, olhando nos olhos, prestava atenção. E Manuela foi se apaixonando. Ele ia lá umas duas vezes na semana apenas, ficava algumas poucas horas e ia embora. Ainda assim, Manuela mostrava muito interesse assim, comentava com as colegas de trabalho e todas falavam para ela. Manuela, você é pobre, classe trabalhadora, esse cara é rico, ele já chega aqui e já vê de helicóptero. Você nunca vai ter chance com ele. E Manuela ficava brava, porque ela falava... Gente, não é possível que só porque eu não tenho dinheiro, ele nunca vai olhar para mim. Manuela é uma moça bonita, tal, mas assim, o rapaz era educado com todo mundo. E do mesmo jeito que aí para você, essa parece uma história clichê de filme, para mim também, na cabeça da Manuela fazia mais sentido ainda. O cara rico, jovem, bonito, se apaixonar pela garota pobre que trabalha na empresa do pai dele. Gente, em filme isso dá certo. Na vida real será que dá? O tempo foi passando até que chegamos ao final do ano, com fraternização da empresa, que fez uma enorme festa num clube para os funcionários. Todo mundo foi convidado, desde o pessoal da limpeza até os CEOs. Todo mundo estava nessa festa. Teve prêmios, sorteios, brincadeiras, muita música, bom DJ, boa comida, boa bebida. Era uma festança, realmente. Nessa festa, a Manuela estava. E ela não achou que esse rapaz rico fosse aparecer na festa, porque ele ia lá muito pouco, não era uma pessoa que trabalhava lá, devia ficar rodando as empresas do pai. Manuela estava lá, sentada com as amigas, e ela viu este cara entrando. Assim que ele entrou, já deu aquele frio na barriga da Manuela, ela correu para o banheiro dar um upzinho ali na make, dar uma ajeitada no rosto, no cabelo. E Manuela passou aí atrás desse rapaz, ela se colocava em posições estratégicas para que ele a visse e cruzasse o olhar com ela para ela poder sorrir. Então, ela tentava fazer com que parecesse muito casual, mas era tudo muito planejado. O tempo foi passando. Manuela, que antes pensou em beber e encher a cara na festa da firma, só tinha tomado uma tacinha ali e naquela tacinha ela ficou, ela queria estar muito sobre. O rapaz ali, conversando com os CEOs, com a galera, meio que não misturado, tá? Não estava misturada, sabe? Estava todo mundo no mesmo ambiente? Sim, porém não estavam misturados. Lá pelas tantas, Manuela já um pouco frustrada, porque ele assim, me dava um sorrisinho ou outro, mas assim gente, nada, nada além disso. Queria até ir embora, mas... Não posso ir embora antes dele, quero ficar vendo ele até o final, pelo menos. Uma hora lá, este moço rico passou e deu um papel para Manuela. Nesse papel tinha um número de telefone e ele escreveu, me liga. Manuela não sabia se era me liga depois ou me liga agora, mas ela foi lá para o banheiro e ligou. O rapaz atendeu e falou para Manuela assim, você quer ir embora comigo? Gente, o sonho da Manuela estava começando a se realizar. Quais eram as chances? Manuela falou, quero, respondeu apenas isso, quero. Ele falou, me espera na entrada então. Manuela correu lá para a entrada, avisou as amigas só que estava indo embora, não falou que ia embora com ele. Um perigo, devia ter contado para alguém, né? E foi lá para frente, lá para a entrada. Ela ficou do lado de dentro da entrada, ele passou por ela, deu um sorriso, saiu e a Manuela saiu atrás. Mas gente, ele não pegou na mão dela, não conversou com ela nada. Ela alcançou ele e eles foram lado a lado conversando, até chegar no carro dele. E assim que eles entraram no carro, o cara já beijou a Manuela. E gente, na cabeça da Manuela, pronto. Amor da minha vida, vamos casar, vamos ter os filhos que eu sempre quis ter e a gente vai viver esse romance lindo. Dali, ele levou a Manuela para um hotel chique, bem chique, mas chique, chique mesmo. Pediu um quarto no hotel, ou seja, ele não estava hospedado lá. Eles chegaram na recepção e ele fez o check-in todo, né? Um quarto assim, gente, não é hotel não, hotel de rico. Coisa assim que a Manuela falou, André, eu nunca entrei no ambiente daquele. E ela realmente teve ali uma noite maravilhosa. Falou que o cara muito gentil, delicado, e eles ficaram juntos ali a noite toda. Só que quando deu ali umas cinco horas, eles tinham saído da festa lá pela uma hora da manhã, o cara falou que tinha que ir embora, mas que ela podia ficar no quarto, que o check-in era só meio dia, que ela podia ficar até meio dia lá, se ela quisesse. Manuela já ficou um pouco triste, né? Porque, poxa, achou que ele fosse ficar lá, né? Era um horário ainda que não tinha ônibus. Bom, eu vou ficar aqui até de manhã, sim. E aí ele deu um beijo ali no Manuela e foi embora. Manuela, quando acordou, ligou na recepção para saber se o café da manhã fazia parte da diária. Fazia, só que ela estava meio que com roupa de festa, assim, ela ficou com vergonha. Então, ela foi embora, assim, né? Com fome ainda. Aí, eu ia tomar café e falei, ih, ricaiada, não estou nem aí. Sentava lá, tomava o meu café lindo. Mas Manuela foi embora pisando nas nuvens, assim, né, gente? Ela tinha sido uma noite muito boa e ela tinha ficado, né, com aquele cara que ela sempre sonhou, mas assim, o cara também não prometeu nada, né? Não falou nenhum eu te ligo, nada, só deu um beijo nela e tchau. Manuela não teve coragem de ligar para ele nada, mas ela adicionou aquele número e viu que ele tinha ali uma conta no WhatsApp, que as fotos dele mudavam ali, né, às vezes no WhatsApp e tal. E era isso, ela ficava olhando as fotos dele ali no aplicativo, né, no WhatsApp. Passou Natal, passou Ano Novo, ela ia voltar a trabalhar ali por volta do dia 6, pensando no cara o tempo todo. Agora que ela tinha ficado com ele, estava pior. Porque antes, quando era só um sonho, né, você falava, poxa, talvez eu não alcance. Agora que ela tinha ficado com ele, ela estava meio que apaixonada, obcecada, mas com muito medo de fazer alguma coisa e o cara, sei lá, até demitir ela, né. Quando ela voltou a trabalhar, ela contou para as amigas e ninguém acreditou nela. Ninguém acreditou. Janeiro passou, o cara não apareceu, ela não tinha coragem de mandar nenhum oi para ele, nada. Em fevereiro, ele apareceu ali e foi direto na mesa dela, falou um oi e deu um beijo no rosto dela. Aí as amigas todas já ficaram, meu Deus, aconteceu mesmo. Ele veio todo derretido e aí ele falou assim para ela, me liga mais tarde. Manoela ficou meio em choque, estava todo mundo ali olhando e ela falou, liga. E já ficou toda vermelha, toda felizinha ali, todo mundo, meu Deus, você está saindo com o ricaço. Quando foi mais tarde, em vez de ligar, ela mandou um oi para ele, uma mensagem, e ele não respondeu e ligou para ela. Tipo, telefonou, né? Eu detesto que me telefonem. Ela atendeu e ele convidou Manoela mais uma vez para sair. Dessa vez, eles foram num flat. Também foi muito legal. Foi ali logo depois que ela saia do trabalho, e quando foi umas 10 da noite, ele falou, vou chamar um carro para você, para levá-la embora, né? Por mais que a Manoela ficasse com ele, transasse com ele, ela não se sentia tão íntima, a ponto de ter uma conversa com ele, do tipo, ah, a gente está saindo, o que é isso, né? Não sei lá, conversar sobre o que eles estavam tendo ali, ela não tinha coragem, não tinha, a Manoela falou, André, parecia que, sei lá, faltava intimidade mesmo. E era sempre assim, passava um tempo, ele ligava para a Manoela e eles saíam. Num mês, assim, eles saíam quatro, cinco vezes. Tem casal de namorado que só se vê de final de semana, então assim, eles estavam até saindo mais que alguns namorados oficiais por aí, né? E aí, Manoela criou coragem para perguntar o que era aquilo. E ele falou, a gente está se conhecendo, a gente está ficando, né? Não quero botar roto. Como fala assim, gente? Perguntou para ele, você tem alguém, você é comprometido? Ele não levava a Manoela na casa dele, ou era flat, ou era hotel, hotel cinco estrelas, hotel bom, mas nunca era a casa dele. E ela sabia que ele morava naquela cidade. E ele falou, não, você pode pesquisar a minha vida, eu não sou comprometido, não tenho namorada, mas eu não gosto de levar as pessoas na minha casa. É uma coisa minha e eu prefiro que a gente se encontre em outros lugares, tem algum problema para você? Manoela falou, não, não, não, tudo bem. Ficaram um ano praticamente, até dezembro, saindo bastante, assim. Chegou dezembro, ele disse que ele ia fazer uma viagem longa. Ele não foi na festa de confraternização da firma, que seria, eles ficaram na festa anterior, do ano anterior. Ele não foi. Manoela já estava mal, porque assim, ela passou um ano saindo com ele, várias vezes, no mês, mas ele não era o namorado dela, ele não dava uma, assim, nem um vislumbre do que seria o futuro deles, se eles teriam futuro, se não teriam, o que era aquilo. Ele só falava isso, não quero rotular, tá bom pra você, se não estiver bom pra você, você me fala, a gente pode parar. Mas ele não falava, tipo, se não estiver bom pra você, a gente pode mudar esse relacionamento pra ficar bom pra você, entende? Ele só falava que a gente podia parar. E, lógico, ela não ia querer parar porque ela tava apaixonada, né? Durante todo o tempo que eles ficaram juntos, era visível que ela não tinha acesso às coisas que ele tinha e que muitas das coisas até que ele pedia pra comer, ela nunca nem tinha ouvido falar. Mas, aquela viagem que ele falou que ele ia fazer, foi a primeira vez que ele falou claramente pra ela alguma coisa do tipo, eu não vou te convidar porque eu sei que você não vai conseguir. E aí, ela falou, não, mas eu tenho um mês de férias. Ela teria um mês, ela foi ingênua, né? Aí ele falou, ah, não, eu entendi, mas é que os lugares que a gente vai, né, são lugares mais caros, eu não sei se você vai conseguir, entendeu? Era um grupo de amigos deles. Na fala dele ali, ele deu a entender que ela não teria dinheiro pra pagar, ele não tava disposto a pagar pra levar ela pra conhecer os amigos ricos dele, porque tinha isso também. Ele não saía com ela assim, em lugares, por mais que eram lugares chiques, não eram os lugares que ele ia com a turma dele, por exemplo. Ela nunca conheceu os amigos, a família, por mais que ela soubesse que o cara era dono, o pai dele era dono das empresas, né? E ali, a Manuela ficou muito triste. Tinha outra também. Por que que ele não trocava mensagem com ela? Sempre só ligava. Isso pra mim parecia coisa de cara casado, mas até as amigas dela tinham feito pesquisa e o cara não namorava, gente. Ele não tinha ninguém. Se saía com outras enquanto saía com ela, Manuela nunca desconfiou, nunca soube também. Mas ter uma namorada, assim, firme, não tinha. O cara passou quase dois meses esquiando. Gente, essas coisas de esqui, tudo muito caro, né? Então, imagina, ele foi pra algum lugar aí que tinha neve, né? E tava lá esquiando, fazendo as coisinhas de esqui dele, e ela via uma outra coisa que ele não postava também. Não era aquele cara que ficava postando coisa nas redes sociais. Então, era muito difícil de achar, né? O cara voltou, comecinho de fevereiro, ligou pra Manuela, eles saíram uma vez. E depois veio a pandemia. No comecinho da pandemia, Manuela ligou pra ele e falou não tô podendo falar agora. E esse não tô podendo falar agora, virou um nunca mais vou falar com você. A empresa lá tinha gente que ia trabalhar presencial, tinha gente que trabalhava de casa, Manuela trabalhava de casa. O tempo foi passando. Ela acabou descobrindo uma menina, porque ela estalqueava realmente ele, tudo que ela conseguia. Amigos, familiares, tudo que ela descobria. Que postou algumas fotos com ele. Você percebia que era uma menina rica. Depois disso, ele nunca mais atendeu o telefone, nem respondia as mensagens dela. Depois de um tempo, ele bloqueou a Manuela. Ele começou a namorar essa garota rica, riquíssima como ele, noivou com essa garota riquíssima, com direito a festa, bem chique. E, no final da pandemia, se casou com essa garota chique, rica como ele. Manuela quase enlouqueceu, ficou muito mal, precisou até tomar a medicação, porque ela ainda tinha esperança. Ela ainda achava que aquele conto de fadas ia acontecer. Que ela ia ser a princesa. Que ela sempre quisse encontrar um príncipe, um cara que pudesse tirar ela da vida que ela levava, e ela tivesse filhos e casasse com ele, nananã. E isso não aconteceu. Ele casou com uma pessoa tão rica, ou até mais rica, que ele. Depois que acabou a pandemia, ele já estava casado, ele voltou a frequentar a empresa, como se nada tivesse acontecido, inclusive cumprimentando a Manuela, com a maior frieza do mundo, e nunca dando uma brecha para ela nem tirar satisfação, sabe? Nada. Manuela não superou. Eu falei, cara, por que você não sei lá, se demitiu, foi procurar outro emprego. Ela falou, Andréia, o emprego lá eu ganho bem, e também eu não quero ficar longe dele. Ela acompanha a vida dessa moça rica, que essa moça aposta as coisas, tal. Ele já tem um filho e a moça rica tem a vida aqui, a Manuela. A vida de princesa que para a moça nem é de princesa, porque ela cresceu nessa realidade, né? A moça é meio snob também, já foi na empresa também, mas olha para a galera como meio nojinho, assim, sabe? Ai, trabalhadores, que nojo. E agora a Manuela ainda é obcecada por ele, ainda sofre, né? E meio que se desiludiu com essa coisa de princesa. O que, Manuela? É um lado bom, assim, eu acho, né? Não esperar isso de mais nenhum homem, né? A gente tem que trabalhar, a gente tem que ter o nosso dinheiro, poder ter a nossa independência. Ah, tudo bem, quero filhos. Ótimo, tenha seus filhos. Mas, pelo menos, a gente tem que desmistificar isso, né? De que essa vida de princesa existe, porque não existe, gente. Sinto informar que não existe para ninguém. É só coisa de filme, de desenho mesmo. E aí, eu trouxe uma reflexão para a Manuela. Mas o que ele tinha de tão interessante, além do dinheiro? Ah, ele é charmoso, ele é bonito, mas não tem caras bonitos, outros caras charmosos. Outro cara rico como ele realmente vai ser difícil. Mas eu acho que desde o começo ele nunca teve a intenção de se casar, se quer namorar, assumir um namoro com a Manuela. É a minha visão, tá? Eu falei isso para a Manuela. A Manuela acha que não, que ele podia ter assumido e tal. Mas passou um ano e pouco, gente. Um ano praticamente, porque depois ele viajou, foi esquiar e tal. Quando voltou, já estava diferente, né? Eu não sei, gente. Eu não acredito que dê certo uma pessoa muito, muito, muito rica, casada com uma pessoa da classe trabalhadora, sim. E quando eu falo rica, é rica, rica, rica, rica, diverso, como é esse cara, assim, não é tipo, ah, um jogador de futebol que ficou milionário. Não, estou falando de gente rica, de um diverso que olha para as pessoas que não são da linhagem deles, linhagem entre aspas, olha já com aquele, ai meu Deus, nojinho, sabe? Então, sei lá. Eu espero que ela supere isso e que a gente comece a viver pensando em nossas metas, nossos objetivos e que que legal se chegar um cara ou uma menina para somar, né? E não transformar isso num ideal de vida a ser perseguido, sabe? Ter o relacionamento perfeito e a pessoa perfeita. O que vocês acham?
Speaker 1:
[22:00] Oi, não viabilize. Aqui é Bianca de São Luís do Maranhão. Essa história da Manu deixa bem claro para a gente que somente o letramento de gênero tem como nos libertar desses sonhos que a sociedade nos impõe, de ser mulher troféu, de ser mantida, de ter uma casa provida por um homem que talvez nem sequer te veja como um ser humano, somente como mais um objeto ali que ele conquistou. Principalmente quando a gente é pobre, a gente está ali lá embaixo mesmo na prateleira de ser escolhida, né? Eu espero que a Manu consiga, através do letramento de gênero, desencanar desse sonho de princesa e que ela tenha muito sucesso, muita paz na vida dela.
Speaker 3:
[22:46] Olá, pessoal do Não Enviabilize, aqui é Carol e eu falo do Rio de Janeiro. Manu, é muito difícil quando a gente projeta alguma coisa para a nossa vida e tem isso frustrado. Então, em relação a isso, sinto muito por você ter passado e estar passando por tudo isso. É muito importante que a gente lembre qual é o lugar da gente, de mulher, nesse mundo, que você possa tomar as rédeas da sua vida e construir as suas coisas, batalhar pelas suas coisas, se constituir como gente no mundo, sem estar subordinada ou submetida a relação com o homem, a dependência desse homem para ser aquilo que você quer ser. Então, eu espero que você consiga superar, que você possa seguir com a sua vida, construir as suas coisinhas. Um abraço.
Speaker 2:
[23:32] O Dia do Trabalhador está chegando e cai, gente, numa sexta-feira. Do jeitinho que a gente gosta, né? É a oportunidade perfeita para você descansar, relaxar aí num feriado prolongado. E para isso acontecer, você pode contar com Airbnb. Faz agora a sua reserva no Airbnb. Lá, você encontra a melhor acomodação, do seu gosto, para o seu tipo de viagem. Pode ser longe, pode ser perto, pode ser praia, pode ser montanha, pode ser cidade histórica. Gente, tudo, todas as comodidades que você precisa, por um preço que cabe no seu bolso. E, ó, você pode pagar no PIX, ou parcelar em até seis vezes sem juros no cartão. Feriado Liberado, NRBMB. Um beijo, gente, e eu volto em breve.
Speaker 1:
[24:26] Quer a sua história contada aqui? Escreva para nãoenviabilize.com Picolé de limão é mais um quadro do canal Não Enviabilize.