transcript
Speaker 1:
[00:00] Picolé de limão, o refresco ácido do seu dia.
Speaker 2:
[00:08] Oi gente, cheguei, cheguei para mais um picolé de limão e hoje eu não estou sozinha, meu público. Quem está aqui comigo hoje é a Ebaque. Quando você estuda, você pode dar uma guinada aí na sua vida e ainda conquistar a carreira que tanto você deseja.
Speaker 3:
[00:28] Mas, Déia, onde eu posso conquistar aí essa carreira, essa minha meta?
Speaker 2:
[00:33] Na Ebaque, você tem um certificado reconhecido no mercado de trabalho e sai com um portfólio, com projetos prontos para você se destacar no mercado. A Ebaque, Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia, tem mais de 145 mil alunos e te dá acesso a mais de 150 opções de cursos, assim você pode investir no seu futuro e começar uma nova carreira. Nas aulas, você aprende com um corpo docente formado por mais de 300 professores, que são profissionais renomados do mercado, e você ainda tem acompanhamento individual durante todo o período do curso. O universo da Ebaque é muito mais do que somente aulas gravadas. Você, como aluno, tem as portas abertas para um mundo de possibilidades. A Ebaque te oferece grandes eventos online e offline, oficinas de conhecimento e muitas outras experiências extracurriculares para os estudantes. Na Ebaque, você estuda onde e quando quiser e ainda tem facilidades de pagamento. Fica comigo até o final que tem o quê? Tem cupom. E hoje eu vou contar para vocês a história da Thelma. Então vamos lá. Vamos de história. Thelma, trabalhando aí numa empresa que fazia doces, biscoitos, bolachas, enfim. Ela indo, voltando do trabalho, conhecia um cara, o cara trabalhava lá perto. Ele vendia caldo de cana. Começaram um namoro. Depois de um ano e meio, se casaram. E eles se casaram e foram morar no bairro que este homem já morava. No bairro, todo mundo conhecia ele. Todo mundo gostou da Thelma, então a Thelma fez amizades rápidas ali no bairro, né? Eles moravam quase do lado de um bar. Um bar que servia almoço, né? Durante o almoço, mas assim, durante o final de semana, os caras ficavam lá, tomavam uma cerveja e tal. O marido da Thelma sempre estava lá. E a Thelma conhecia aqueles amigos de bar do marido dela, enfim, porque eles moravam colados do lado ali. Thelma não via problema nenhum do marido ficar um tempo lá no bar com os amigos. O tempo foi passando até que a boa notícia chegou. Thelma estava grávida. Foi uma felicidade. Este homem ficou muito feliz, contou para todo mundo no bar, pagou cerveja para todo mundo, enfim. Thelma também estava muito feliz, era um filho totalmente planejado e o tempo foi passando. O cara acompanhou a Thelma em todo pré-natal, enfim, gente, o cara foi ali, fez a parte dele, né? Eu ia falar que ele foi incrível, mas ele apenas fez aí a parte dele. Quando a Thelma estava com oito meses, ela começou a se sentir mais indisposta. E aí, o RH falou...
Speaker 3:
[03:40] Olha, você já não quer tirar, né? Você tem aí os seus meses de licença, você tem um período de férias para tirar, você já não quer tirar essas férias, e depois você já emenda a sua licença.
Speaker 2:
[03:51] Enfim, aquelas coisas de RH, coisinhas de RH. Thelma não queria, porque ela queria trabalhar até o final para depois ficar mais tempo com o bebê, o que eu acho bem bacana. Thelma disse ali que não, que ela não queria ser afastada, mas aí o RH falou...
Speaker 3:
[04:09] Olha, então você tem que trazer um atestado aqui do seu médico dizendo que você está apta a trabalhar. Então, na segunda-feira, em vez de você vir direto para cá, você passa no médico para pegar esse atestado. Se ele falar que você está apta...
Speaker 2:
[04:22] Isso era uma sexta-feira.
Speaker 3:
[04:26] Se ele falar que você está apta, você continua trabalhando, senão é melhor realmente você se afastar, né? Está na reta final da gravidez, você está com oito meses, tá?
Speaker 2:
[04:35] Então, o RH foi ali super sensato. Thelma trabalhava sábado de manhã até meio-dia.
Speaker 3:
[04:42] E aí, o RH falou, olha, amanhã, vamos fazer assim, você já está bem hoje, amanhã você não precisa vir.
Speaker 2:
[04:48] O marido da Thelma, como vendia caldo de cana, o final de semana era onde ele mais trabalhava. E, gente, caldo de cana dá dinheiro, porque assim, delicioso. Eu amo caldo de cana com limão. Hum, garapa. Aqui a gente chama de garapa. Amo. Então, ele saía cedinho, já ia para um ponto lá que ele ficava, que era do lado de um mercado, depois ia para uma feira, enfim. Ele tinha o itinerário dele de sábado até a noite, quando ele parava lá do lado de um negócio de lanches, tal, enfim. Ele tinha o itinerário dele. Então, sábado e domingo eram os dias que ele mais trabalhava. Naquele sábado, Thelma acordou, estava sentindo mal, e Thelma desmaiou. E ela me disse, André, eu tenho dois arrependimentos. Primeiro, não ter insistido para ir trabalhar no sábado, porque se eu tivesse passado mal na empresa, eu teria tido socorro automático. Ela ficou umas duas, três horas desmaiando e acordando. E nisso, o bebezinho já estava no que ele chamou de sofrimento fetal. Quando a Thelma conseguiu se arrastar para fora de casa, ela caiu na calçada na frente do bar. E o pessoal do bar ali socorreu a Thelma, levou para o hospital e aí eles tiveram que antecipar este parto. Por questões médicas, né, desse desmaio, dessa coisa que a Thelma teve, enfim, o bebezinho ficou um tempinho sem oxigênio e ele nasceu com sequelas graves. O mundo da Thelma ali ruiu. Paralelo a isso, já tinha os caras do bar tentando achar o marido da Thelma para avisar, olha, sua mulher já estava em trabalho de parte, seu bebê já deve ter nascido, porque os caras deixaram ela no hospital, né, e foram atrás do marido da Thelma. Acharam o marido da Thelma, um lá ficou com a Combi e tal, porque ele tinha montado já as coisas, né, para... Estava vendendo já os carros de cano, o cara ficou lá e ele foi no carro do outro cara para o hospital. Quando ele chegou, todo desesperado, viu a Thelma, já abraçou a Thelma, estava falando nosso bebê, nosso bebê. O médico já tinha contado para Thelma que o bebezinho tinha sequelas graves por conta dessa falta de oxigênio. Eles estavam no quarto, ele estava abraçado com a Thelma. Conforme o médico falou, ele foi soltando a Thelma. A Thelma falou, Andréia, era o horário, sei lá, a hora que eu precisava mais de um abraço dele, né? Ele foi se afastando de mim. O médico explicou tudo, ele falou, Ah, entendo. E o médico perguntou se ele queria ver o bebê. E ele disse que não.
Speaker 3:
[07:53] Meu Deus, é certo que ele tá tão chocado quando eu fiquei, mas ele não quer ver nosso filho.
Speaker 2:
[07:57] Ele falou que ele ia sair ali pra resolver as coisas da Combi, que ele já voltava. Este homem voltou lá pro ponto dele pra vender caldo de cana e não ficou com a Thelma. Não voltou mais nesse dia no hospital, não voltou no dia seguinte e não voltou no outro dia, quando a Thelma já ia ter alto o bebezinho. Ainda não. Foram ali as colegas de trabalho da Thelma que levaram ela pra casa, porque o cara não voltou mais para o hospital, o cara não colocou os olhos no próprio filho, não viu o filho. Thelma já tinha mandado mil mensagens, ele não respondia, ela foi pra casa e ele estava vivendo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Quando ela chegou, ela estava abalada, né? O pessoal do bar ali, a dona do bar, veio conversar com ela e ela contou que o bebezinho tinha poucas chances de sobreviver, mas caso ele sobrevivesse, ele ia precisar de aparelhos, de auxílio, né? Todo mundo ficou muito chateado e os caras ficaram meio assim, porque nesses dois, três dias, o cara estava lá no bar, normal. A Thelma comentou com o outro na frente da Thelma.
Speaker 3:
[09:17] Ué, mas ele estava aqui no bar.
Speaker 2:
[09:20] E aí a Thelma deixou escapar e falou.
Speaker 3:
[09:21] Olha, ele não viu, ele não viu, não quis ver o próprio filho e não ficou comigo lá.
Speaker 2:
[09:26] O pessoal do bar ficou ali quieto e Thelma entrou. Quando ela entrou, ele estava vivendo normalmente, mas ela sentiu que tinha alguma coisa estranha assim no ar. Mas ela estava com a cabeça muito no filho. Ela falou, Andréia, depois que o seu filho nasce, realmente o seu foco muda. E assim, eu estava pensando no meu filho que estava internado. Então assim, eu vi que tinha alguma coisa diferente, mas eu só fui lá para tomar banho, pegar umas roupas que eu ia ficar com o meu filho. E ainda perguntou para ele, você não vai ver seu filho?
Speaker 3:
[09:58] Você não vai? A gente pode pegar ele um pouco no colo? Você não quer pegar ele no colo?
Speaker 2:
[10:02] E ele não respondeu. Sendo que era o pai que mais fazia planos para a criança. Conforme um médico foi falando das sequelas que agora o filho dele tinha, ele foi mudando. Thelma fez ali uma malinha das coisas que ela precisava e foi para o hospital. Ali ela ficou por oito dias. O filho teve uma melhora, mas ele ia precisar de auxílio. Enfim, gente, coisas médicas que eu não quero entrar aqui em detalhes. Thelma foi encaminhada para uma instituição com apoio ali do SUS, porque ela ia precisar de alguns aparelhos em casa. O bebê ia ficar um tempo internado. Mas depois, caso ele conseguisse sair daquela fase crítica, ela poderia cuidar dele em casa com auxílio. Nesse período que a Thelma ficou no hospital, este homem pegou as coisas dele e foi embora. Quem foi avisar a Thelma foi a dona do bar, que a gente pode chamar aqui de dona Esmeralda. Quando ele estava saindo com as coisas, os caras do bar falaram para ele, olha, o que você está fazendo com a sua mulher, com a Thelma, não se faz.
Speaker 3:
[11:31] Se você não vai dar um auxílio para a sua família, você também não é bem-vindo aqui no bar.
Speaker 2:
[11:36] Porque o que ele tinha dito? Que ele não, assim, gente, do nada, do nada numas, que ele não queria viver aquela situação com a Thelma, que não foi aquilo que ele planejou para a vida dele, ter uma criança daquele jeito, palavras dele. E que ele ia se mudar para o bairro, tipo um bairro vizinho, mas que ele não queria perder os amigos, que ele queria continuar frequentando o bar, que é do lado da casa que a Thelma estava morando. Os próprios amigos cortaram o contato com ele, e ele, que gostava tanto de ficar naquele bar, sentiu mais pelo bar do que pelo próprio filho e pela Thelma. Foi um baque para a Thelma, mas ela estava focada no filho. O filho ficou internado muitos meses, ela tinha esses períodos de férias para tirar, mas chegou uma época em que ela tinha que voltar a trabalhar, não tinha nenhuma folga mais que ela pudesse tirar, ou período que ela tinha para tirar. E aí Thelma tomou a decisão de sair da empresa. A empresa, vendo que ela estava saindo justamente para cuidar do filho, falou, olha, fica mais um período e a gente te manda embora, e paga os seus direitos e tal. Porque ela tinha uma estabilidade por estar grávida e tal. Ela ficou um tempo mais recebendo salários sem trabalhar e depois a própria empresa demitiu, fizeram tudo certinho lá. Ela queria realmente se dedicar ao filho, porque o médico tinha falado que o bebezinho teria no máximo um ano de vida. As expectativas, ele já tinha superado as expectativas ali. Lá no RH da empresa dela, tinha um advogado, que a gente pode chamar aqui de doutora Salet. Doutora Salet vinha acompanhando, inclusive, que ela tinha sido abandonada.
Speaker 3:
[13:41] Ela falou, você tem que ver uma pensão para o seu filho. Ele não pode ficar assim, ele não quer ter contato, ele não quer conviver.
Speaker 2:
[13:50] Ela não estava com cabeça para ver divórcio, essas coisas.
Speaker 3:
[13:53] E aí, doutora Salet falou, você me dá autorização, você assina a procuração dessas coisas para eu correr atrás disso. Você quer continuar que seu homem casado, não quer? E aí, ela falou, não, ele já foi embora. Então, assim, o que tiver que fazer, se você puder fazer, vou fazer, vou fazer aqui pela empresa, não vou cobrar nada de você.
Speaker 2:
[14:10] Como ele não é CLT, ele não recebe de uma empresa nada, ele precisaria ser notificado para poder pagar a pensão. Ninguém conseguiu achar esse homem para notificar para que ele pagasse pensão. Ele sumiu no mapa, gente, sumiu. O foco da Thelma realmente era o bebezinho dela, que a gente pode chamar aqui de Pablo. O tempo passou depois de um ano e oito meses, Pablo faleceu. Nem assim ela conseguiu localizar o agora ex-marido. E ele nunca chegou a pagar pensão para o filho, ele nunca chegou a olhar para o próprio filho. Ela falou para mim, André, eu tinha esperança, né? Todo mundo falava, seu filho, os médicos, né? Ele tem pouco tempo de vida, mas ela tinha esperança, correu atrás, né? Caso tivesse 1% de chance dele viver, ela queria que o Pablo vivesse, né? Thelma, enquanto fez tudo para cuidar do filho, foi vivendo o dinheiro que ela tinha da identização, que ela tinha que pagar aluguel, essas coisas. E o pessoal do bar, pô, os caras, que eram amigo do agora ex-marido dela, davam a cesta básica para ela, uma coisa assim, mas ela vivia mais no hospital, então ela comia no hospital, as enfermeiras ajudavam. Enfim, ela foi passando esse tempo de praticamente dois anos, se virando e comendo o mínimo, fazendo as coisas no mínimo, porque ela estava focada, realmente, numa gota de esperança que fosse para que o Pablo vivesse. Depois que o Pablo faleceu, Thelma entrou num período muito difícil de depressão, e foi a ajuda dos ex-colegas de trabalho e do pessoal do bar, da Dona Esmeralda, enfim, todo mundo, ajudando a Thelma. E aos poucos ela foi voltando à vida, à rotina. E aí, a empresa que a gente põe, vamos dar um nome para essa empresa, Pony Crackers, biscoitos Pony Crackers, chamou a Thelma de volta e voltou a trabalhar ali na Pony Crackers. O tempo foi passando, Thelma foi retomando a vida, com muita saudade do Pablo, se culpando se ela não tivesse desmaiado, que ele tinha nascido saudável, enfim, né? Coisas que até hoje, até uma trabalha em terapia. Ela foi trabalhando, ela gostava do ambiente de trabalho, ela continuou morando do lado do bar, porque ali tinha Dona Esmeralda, os próprios caras do bar ali, que eram os ex-amigos, porque os caras não retomaram a amizade. Ele era proibido de ir lá no bar, vocês terem uma ideia. Foi voltando a vida, até que um dia, Thelma está lá comprando as coisas no supermercado, e quando ela vai passar a compra no débito? Sem saldo. Como sem saldo? Ela tinha o dinheiro na conta, sem saldo. Thelma saiu dali, foi verificar o que tinha acontecido na conta dela, e na conta tinha um bloqueio judicial. Um bloqueio judicial de um pedido de alimentos. Alimentos, quem tinha pedido alimentos antes para o filhinho era a própria Thelma. Nesse meio tempo, doutora Salet foi trabalhando o caso da Thelma, mas chegou uma hora que o Pablo estava muito crítico, porque a Thelma falou, olha, depois eu vejo essas coisas, agora eu preciso focar realmente no meu filho. Aquele casamento que agora tinha uma separação de corpos, não tinha sido finalizado. O cara tinha entrado com um pedido de alimentos para a Thelma. Mas como assim? O cara dela no caldo de cana ganhava mais que ela?
Speaker 3:
[18:28] Ela foi correndo, foi falar com a doutora Salet, a doutora Salet falou, olha, eu vou entrar no processo para ver o que aconteceu.
Speaker 2:
[18:34] Vocês estão sentados? Este cara se mudou para outro bairro, foi vivendo a vida dele fugindo das poucas vezes que tentaram encontrar ele para pensão e ele foi frequentando outros bares ali agora do bairro que ele estava. Num desses bares, ele entrou numa briga e ele tomou quatro tiros. O cara agora estava impossibilitado de andar, ele não conseguia mais andar, e ele estava pedindo agora uma pensão para Thelma. A doutora Salet teve que entrar no processo, teve que responder ali, teve que botar provas de que ele tinha sumido, que ele tinha um filho que ele também não tinha dado pensão, que eles já estavam separados de corpos, que eles estavam separados há mais de dois anos e tal. Enquanto essas coisas iam resolvendo, o cara estava lá num hospital, porque ele não tinha ninguém para fazer as coisas por ele.
Speaker 3:
[19:34] A doutora Salet falou, olha, a única coisa que você não pode fazer é botar esse cara dentro da sua casa, que depois você não vai conseguir tirar mais.
Speaker 2:
[19:40] Ele tinha entrado pela Defensoria Pública. Então, a doutora Salet conseguiu ser advogada dele também e conseguiu colocar ele numa instituição, porque assim, o cara, mesmo depois dos tiros, com uma reabilitação, ele consegue retomar a vida dele. Lógico que ele não vai conseguir mais trabalhar tanto tempo, por causa do dicanos, mas ele consegue se reabilitar e ele pode ter a pensão dele do INSS e tal. Então, a doutora Salet teve que virar advogada do cara também para que a Telma não fosse prejudicada. E esse cara queria, porque queria, que a Telma tomasse conta dele, além de dar um dinheiro para ele. Paralelo a isso, a doutora Salet já foi fazendo o divórcio deles ali de forma amigável, finalizando aquele divórcio que estava praticamente pronto. E a Telma conseguiu sair desse casamento. Até hoje, ele manda mensagem, ele procura a Telma, ele ainda mora nessa instituição. Hoje, ele é uma pessoa que ele é um dos monitores lá, ele realmente não voltou a andar, mas ele teve uma boa reabilitação e trabalha nessa clínica e mora nessa clínica. Mas ele acha que ele tem direitos, tipo assim, ele acha que, por exemplo, ele só sairia da clínica para morar lá na casa que é Telma pago aluguel, que quando ele foi embora, ela teve que ir lá no dono da casa, para o dono da casa passar o aluguel por nome dela, fazer tudo certinho. E segundo a doutora Saletti, ele culpa a Telma pelos tiros, porque se ele não tivesse que parar de frequentar o bar que ele frequentava, ele acha que foi porque a Telma contou que ele não tinha visto o filho, que os caras viraram a cara para ele, ele não tinha tomado os tiros. Tá bom para vocês? Essa criatura? Telma continua trabalhando na Pony Crackers, esse cara de vez em quando manda mensagem, fica tormentando a Telma, mas ela tá conseguindo retomar a vida dela. Um tempo atrás, ela tinha conhecido um outro rapaz muito bacana e tal, mas ela tá namorando, assim, aos poucos. Mas, gente, olha que eu não sei nem o que dizer. Eu não vou dizer nada, porque, olha, capaz eu ser presa. O que vocês acham?
Speaker 4:
[22:19] Oi, Neuva Blizzard, meu nome é Alisson, sou de São José dos Campos. Telma, sua história mexeu bastante comigo enquanto eu escutava. A minha mãe passou por uma situação muito parecida de saúde no final da gestação e meu irmão também nasceu com algumas complicações. Eu cresci ouvindo a minha mãe sobre os desafios de cuidar de uma criança com deficiência e vi e pude sentir também em menor escala a parte da solidão que esse processo muitas vezes carrega. Eu tenho certeza que nesse período seu filho foi muito amado e ensinou muito, não só você, mas a todos que estiveram mais próximos e acompanharam a seu jornal de dedicação integral. Quanto ao genitor, eu só posso dizer que ele perdeu muito, não apenas do ponto de vista material e da saúde, mas também da experiência de viver um amor, uma forma pura de amor e ensinamento. Para aqueles que como eu acreditam na lei do retorno, esse ser deixou de aprender no amor e está aprendendo na dor, vivendo na pele todas as dificuldades, o sentimento de abandono que ele causou para você e para o seu filho. Eu desejo muita paz no seu coração e um abraço, Telma.
Speaker 5:
[23:13] Meu nome é Belizers, meu nome é Debra Mendes, eu sou advogada de família, eu falo aqui de Goiânia. Infelizmente, o caso da Telma me deixou chocada, porém não surpresa, porque é uma situação que nós, advogados de família, vivenciamos todos os dias, no caso de pais que se esquivam de pagar alimentos, infelizmente, mesmo sabendo do seu dever. Mas eu queria trazer aqui uma informação muito importante, é que hoje em dia, pela nossa legislação, pela Emenda Constitucional 66, o direito ao divórcio é um direito protestativo, ou seja, basta que uma das partes queira se divorciar e faça esse pedido ao juiz, e o juiz pode conceder esse divórcio sem ouvir a outra parte. Ou seja, se uma das partes não quer mais continuar casada, ela tem todo o direito de se divorciar, ainda que a outra parte não concorde. Não existe essa coisa do outro parte, do ex-marido ou ex-mulher concordar ou não com o divórcio. É isso. E um beijo não em verbilizers.
Speaker 2:
[24:03] Estude na Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia. A EBAQ. Começa agora uma nova carreira. E vai, por favor, investir no seu futuro. Com a EBAQ, você tem acesso a uma plataforma de ensino super confortável, fácil e interativa, onde você pode estudar no lugar que você quiser, a hora que você quiser. É isso. E olha que incrível. Todos os cursos da EBAQ, incluindo as pós-graduações e o EBAQ PES, estão com o valor de entrada de apenas R$ 99,00. Essa é a oportunidade de começar os seus estudos agora e com um preço muito acessível. Mas aproveita que é por tempo limitado. E usando o nosso cupom de desconto, 200 não inviabilize, 200 numeral, tudo junto, não inviabilize, tudo junto sem acento. Está aqui, gente, cupom e o link na descrição do episódio. Com o nosso cupom, você ganha R$ 200 de desconto no curso que você escolher. Mas corre, hein? Porque o nosso cupom também é por tempo limitado. Acessa agora, ebakonline.com.br. Um beijo, gente, e eu volto em breve.
Speaker 1:
[25:22] Quer a sua história contada aqui? Inscreva para nãoenviabilize.gmail.com Picolé de limão é mais um quadro do canal Não Enviabilize.